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Dicas de saúde

Diástese abdominal: o que é, como previnir e tratar

Atualizado em 4 de Dezembro de 2020

A diástase abdominal nada mais é do que o afastamento do tecido conjuntivo e de alguns músculos localizados no abdômen. É uma disfunção comum de acontecer durante a gestação. Isso ocorre devido a separação “lateral” do músculo reto abdominal por causa do crescimento do útero. Surge no final da gestação, mas é notada apenas no período pós parto. O reto abdominal funciona como duas cintas verticais que sustentam a região anterior do abdômen. Conforme o útero vai crescendo, essa “cinta” vai se afastando, ou seja, os músculos vão sendo empurrados para os lados. Dessa forma, a parte anterior do abdômen fica sem sustentação e acaba formando um abaulamento no local, o que pode causar flacidez abdominal e dor lombar pós parto. Pode ocorrer também em mulheres que não tenham engravidado e em homens, principalmente se sofrem de obesidade ou se não realizam nenhum tipo de fortalecimento abdominal.

Como prevenir a diástase?

É recomendado ter uma prática regular de exercícios físicos para fortalecer a musculatura abdominal, evitar ganho excessivo de peso durante a gravidez, e manter um espaçamento de pelo menos dois anos entre as gestações.

Como identificar se tenho diástase?

Além dos exames de imagem, como tomografia e ultrassom, é possível identificar o problema com um simples teste.
O teste consiste em:

  • 1º: Deitar em decúbito dorsal (barriga para cima) com os joelhos flexionados;
  • 2º: Pressionar os dedos indicador e médio cerca de 2 cm acima e depois 2 cm abaixo do umbigo;
  • 3º: Elevar o tronco como se fosse fazer um exercício abdominal.

Se você não tiver esse problema, ao contrair o abdômen os dedos serão levemente empurrados para cima. Porém, se tiver diástase, os dedos além de não se moverem, podem ser inseridos para “dentro” do abdômen devido ao abaulamento que há na região. Esse abaulamento deve ser medido e avaliado por um profissional para identificar o grau e o tipo de tratamento.

Como é feito o tratamento?

Dependendo do grau, a diástase pode ser tratada com fisioterapia, através de exercícios específicos para fortalecer o músculo reto abdominal. Se for muito severa, o tratamento deve ser cirúrgico.