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Dicas de saúde

Importância do Pilates no tratamento do câncer

Atualizado em 8 de Novembro de 2021

Muitos são os estudos que pontam que fazer algum exercício físico durante o tratamento de câncer é comprovado que auxilia na sua cura.

A prática de Pilates, por exemplo, é uma intervenção clinicamente eficaz e segura, que consegue minimizar e/ou melhorar os diversos sinais e sintomas que os indivíduos que passam pelo tratamento oncológico (seja ele cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico) podem apresentar, além de liberar muita endorfina trazendo sensação de bem-estar, facilita a retomada a rotina com equilíbrio emocional e físico.

Durante o tratamento, algumas das mais comuns disfunções e incapacidades decorrentes do tratamento do câncer são: fadiga, fraqueza muscular, diminuição da amplitude de movimento, alterações posturais, alterações funcionais e redução da qualidade de vida, pois o indivíduo diminuiu sua autonomia funcional.

Existem 2 grandes problemas no tratamento do câncer que o Pilates pode auxiliar na melhora. O primeiro é a perda de força, consequentemente a perda de massa muscular, e o segundo é a perda da capacidade aeróbica. A capacidade aeróbica nada mais é que a capacidade máxima de absorver, utilizar e transportar oxigênio para o corpo como um todo.

Alguns estudos apontam que com a prática de exercícios físicos durante o tratamento oncológico ocorre uma diminuição do risco de desenvolver doenças cardiometabólicas e doenças cardiovasculares. Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que há evidências que a prática reduz o risco do indivíduo morrer porque incorporou exercícios no seu dia-a-dia: câncer de mama 12 a 21% e câncer de Pulmão 25%.

Vários são os benefícios que algumas sessões de Pilates irão proporcionar, sejam eles psicológicos e/ou fisiológicos. Aumento da força e resistência muscular, melhora do alongamento e mobilidade das articulações, melhora do equilíbrio e coordenação motora, melhora da postura, oxigenação e circulação sanguínea, redução das dores, melhora da capacidade funcional.

Em cada uma das fases de tratamento os exercícios serão importantes. No diagnóstico a aula será pensada como forma de reabilitação principalmente psicológica, com molas leves e exercícios de fácil execução. No pré-tratamento focamos em melhora da força, da função cardiorrespiratória, melhora da amplitude de movimento, e otimizar a função imunológica. Serão utilizadas molas moderadas a um pouco mais pesadas, realizando os exercícios com o mínimo de intervalo para estimular a parte cardiorrespiratória, será introduzido também exercícios de mobilidade articular. Durante o tratamento o objetivo é amenizar os sintomas dos efeitos colaterais, manutenção das funções físicas e composição corporal, melhora da capacidade funcional e força, facilitar a conclusão do tratamento, potencializando a eficácia dos tratamentos. A aula será com o volume e a intensidade reduzida, para que a aula seja um aliado ao tratamento. No pós-tratamento o objetivo é melhorar a composição corporal se houver uma redução mesmo realizando os exercícios, resistência e força muscular, aptidão cardiorrespiratória e flexibilidade. Nesta fase então é hora de reabilitar a composição corporal, e a capacidade aeróbica.

No caso de pacientes com câncer que queiram iniciar a prática de Pilates, o indicado é falar com o médico responsável, neste caso Oncologista, e de forma multidisciplinar ele entrará em contato para que o profissional, seja ele Fisioterapeuta ou Educador Físico, possa ficar ciente de todos os procedimentos e etapas que o paciente irá realizar. Realizando assim de forma integrada o tratamento com a busca principalmente da qualidade de vida do paciente.

É comprovado cientificamente que a prática de exercícios reduz o risco de óbito, menor risco de reincidência do câncer, menores efeitos colaterais e devemos incorporar como parte do tratamento.

O Câncer pode ser audacioso, por isso você precisa ser mais forte, entre nesta batalha para vencer e lute com todos os recursos que poder para sair vitorioso(a).